quinta-feira, 14 de abril de 2011

esbolço

JOSÉ DO EGITO - Gn 37-50

"Às vezes Deus de fato conduz seus filhos ao sofrimento. Mas isso sempre acontece para que, por meio do sofrimento, ele possa produzir um bem maior" (Lawrence Richards, Comentário Bíblico do Professor)."
A história de José é uma peça fundamental na saga dos patriarcas. Abraão é apresentado na Bíblia como um exemplo de fé. A história de Isaque, seu filho, revela o caráter provedor de Deus. Jacó, neto de Abraão, demonstra como Deus faz suas escolhas, baseado apenas na sua própria misericórdia, e não no mérito humano.
Na história de José, somos conduzidos a um elemento fundamental, através do qual Deus levou adiante as promessas da aliança: a FIDELIDADE. José é um dos maiores exemplos de fidelidade, no Antigo Testamento. Além, é claro, da tão visível fidelidade de Deus.
Visão panorâmica da história de José
José, cujo nome provavelmente significa "que Deus acrescente", era o décimo primeiro filho do patriarca Jacó. Seu nome reflete o papel de sua vida na nação de Israel: ele foi o agente de Deus na preservação e na prosperidade de seu povo no Egito, durante o período de fome na terra de Canaã. Essa prosperidade levou os hebreus à condição de nação, 400 anos mais tarde, no Êxodo. Vejamos um esboço da biografia desse irrepreensível servo de Deus:
  • Gn 30.22-24: José nasceu, quando Jacó, seu pai, ainda trabalhava para Labão, seu sogro. Foi o primeiro filho de Raquel, a mulher a quem Jacó amava. Sua mãe lhe deu esse nome, como expressão do seu desejo de ter outro filho - o que aconteceu no nascimento de Benjamim.

  • Gn 37.2,3: José era responsável por ajudar seus irmãos (Gade, Aser, Dã e Naftali) a pastorearem os rebanhos de Jacó, seu pai; além de ser responsável por prestar relatórios do procedimento deles, enquanto trabalhavam.

  • Gn 37.9-11: José contou a seus irmãos e se pai os sonhos que descreviam seu futuro domínio sobre toda a sua família, inclusive sobre Jacó. Isso aumentou o ódio dos seus irmãos contra ele.

  • Gn 37.12-36: Os irmãos de José armaram uma cilada contra ele, prendendo-o, atirando-o em um poço e vendendo o irmão por vinte peças de prata aos ismaelitas (também chamados de midianitas), como se fosse um escravo. Estes, por sua vez, venderam-no a um "oficial do faraó e capitão da guarda" chamado Potifar.

  • Gn 39: A mulher do seu senhor Potifar, depois de inutilmente tentar seduzir José, acusou-o de tentativa de estupro. Essa acusação levou-o à prisão. Agora, além de escravo, José era um prisioneiro - sem direitos e sem liberdade. Contudo, o autor de Gênesis diz: "Mas o Senhor estava com ele e o tratou com bondade" (v. 21).

  • Gn 40: José interpretou os sonhos de dois prisioneiros especiais - o copeiro-chefe e o padeiro-chefe, funcionários importantes do faraó, que estavam presos devido a alguma acusação contra eles. Com a interpretação dos seus sonhos, José previu o veredicto de faraó sobre eles: o copeiro-chefe seria libertado e restaurado à sua antiga posição e o padeiro-chefe seria condenado à morte.

  • Gn 41.1-36: Dois anos depois o faraó teve dois sonhos, que o deixaram extremamente perturbado. O copeiro-chefe lembrou-se da habilidade de José para interpretar sonhos. Este, por sua vez, decifrou os sonhos do faraó e foi nomeado governador do Egito.

  • Gn 41.37-57: O governo de José foi um sucesso. Durante os sete anos de fartura no Egito, José arrecadou impostos e armazenou mantimentos mais que suficientes para abastecer todo o país durante os próximos sete anos de seca. Quando a fome já havia se espalhado por toda a terra, vinha gente de todas as regiões ao Egito, para comprar trigo de José (vv. 56,57).

  • Gn 42-44: Os irmãos de José desceram ao Egito, em busca de alimentos que pudessem comprar (42.1-3). Antes de revelar sua real identidade aos seus irmãos, José articulou uma série de situações para testar o caráter deles.

  • Gn 45: José revelou a verdade aos seus irmãos, perdoou-os e mandou que eles buscassem Jacó, seu pai, para fugirem da fome que afligia Canaã e viverem como hóspedes especiais do faraó, em uma região fértil do Egito, chamada Gósen.

  • Gn 46-50: Os descendentes de Israel passaram a viver no Egito, onde ficariam pelos próximos 400 anos e se multiplicariam - de uma família de cerca de 70 pessoas, se transformariam numa nação com mais de um milhão de pessoas.

  • Gn 48: Antes de morrer, Jacó adotou os dois filhos de José (Manassés e Efraim), tornando-os participantes da herança dos seus próprios filhos. Essa bênção, que tinha o poder de um testamento profético, transformou-os em patriarcas de duas tribos, das doze de Israel (v. 5) - o que, por sua vez, conferiu a José a bênção dobrada da primogenitura, um direito natural do seu irmão mais velho, Rúben.

  • Gn 50.22-26: José morreu no Egito, depois de passar mais de noventa anos da sua vida longe da terra prometida. Contudo, ele jamais abriu mão da certeza de que Deus um dia, finalmente, cumpriria a promessa de entregar Canaã nas mãos dos seus irmãos, os herdeiros naturais da aliança que Deus fizera com Abraão (vv. 24,25).Esta é, sem dúvida nenhuma, uma das mais belas histórias do Antigo Testamento, por inúmeras razões. Primeiro, porque José foi quem abriu o caminho para que Israel fosse morar no Egito, onde se transformou em uma poderosa nação. Segundo, porque o personagem de José é um tipo que prefigura o caráter e a história de Jesus, o Salvador. E terceiro, porque José se constitui um exemplo de fidelidade inigualável em todo o Antigo Testamento.
    Lições sobre a vida de José
    A história de José é muito mais que o simples retrato de um homem de grande caráter e de fé admirável. É também um marco decisivo na história do povo escolhido de Deus e um modelo de conduta para todos quantos desejam sinceramente ser fiéis ao Senhor.
    1. Deus faz o bem, por meio de tragédias e sofrimentos.

  • A verdade de Rm 8.28 é facilmente comprovada pelo estudo da vida de José. Inúmeras coisas ruins que aconteceram a ele, foram transformadas em coisas boas, e revelaram-se como providências divinas, conduzindo Israel pelos caminhos do amor protetor de Deus.

  • Exemplos:
    a) José foi vendido como escravo; Deus o abençoou e ele foi promovido a um cargo de confiança, na casa de um importante oficial do faraó e capitão da guarda.
    b) José foi falsamente acusado de estupro; Deus o abençoou e ele conheceu pessoas muito influentes na prisão.
    c) O Egito foi afligido por sete anos de seca; Deus utilizou esse tempo para confirmar a habilidade que José tinha para lidar com dificuldades.

  • Estes são apenas alguns dos exemplos da providência divina, realizando seus propósitos, por meio de situações de extrema dificuldade. Existem outros inúmeros exemplos bíblicos que comprovam esse método de Deus de converter o mal em bem (Gn 50.20).2. O coração do homem é provado nas dificuldades que tem de enfrentar.

  • Tiago diz que devemos nos sentir alegres, quando temos de passar por provações, pois estas cumprem o propósito que Deus tem de desenvolver nosso caráter e fazer-nos amadurecer (Tg 1.2-4). Pedro diz que não devemos ficar desapontados, quando somos afligidos por algum sofrimento, pois é justamente por meio do sofrimento que a nossa fé é provada (1Pe 4.12).

  • Todas as situações de dificuldade que sobrevieram a José estavam carregadas de propósitos divinos, como: conduzir o povo de Israel para uma terra onde eles pudessem ser protegidos e preservados; servir de testemunho da soberania de Deus entre aqueles que não faziam parte da aliança feita com Abraão; e salvar os povos de outras regiões, livrando-os de morrer de fome. Mas é evidente que José desconhecia cada um destes propósitos. A única coisa que José sabia era que devia continuar fiel a Deus, qualquer que fosse a sua situação (Gn 39.9).3. A providência divina inclui até os pecados que os outros cometem contra nós.

  • Por duas vezes, pelo menos, a vida de José foi drasticamente mudada por força do ódio e da mentira de outras pessoas. Primeiro, aos dezessete anos de idade, José foi atacado por seus irmãos e vendido como escravo. Isso marcou radicalmente a sua história. Segundo, por resistir às investidas da "mulher do chefe", José foi preso, acusado de tentativa de estupro. Mais tarde, sabemos que a mão de Deus estava por trás dessas duas conspirações. É evidente que o fato desses pecados contribuírem com a vontade e o propósito de Deus, não isenta da culpa aqueles que os provocaram. No entanto, é motivo suficiente para nos livrar dos sentimentos de mágoa e ódio, que podem, muito facilmente, serem abrigados em nosso coração (Ef 4.31; Hb 12.15).

  • Por duas vezes José reconheceu que essa confiança era uma razão mais que suficiente para que ele perdoasse seus irmãos (Gn 45.8; 50.20). José sabia que as ações protetoras de Deus também visavam preservar a vida daqueles que o traíram (Gn 45.7). Portanto, a sua atitude deveria ser de cooperar com o propósito que Deus tinha de salvar e proteger seus irmãos (Gn 50.21).Estas são apenas algumas, das inúmeras lições que podemos aprender com o estudo da história desse personagem bíblico, cuja biografia ocupa a terça parte do livro de Gênesis. José foi um personagem tão importante e de caráter tão nobre, que a maioria dos estudantes da Bíblia reconhecem em José e em sua missão muitos paralelismos com a vida e a missão de Jesus. Por exemplo:

  • Ambos foram rejeitados por seus irmãos;

  • Ambos foram vendidos por prata, como escravos;

  • Sofreram em países estrangeiros, pelo bem dos que o afligiam;

  • Demonstraram extrema capacidade de praticar o perdão.Por tudo isso, José é muito mais que um personagem a ser estudado. Ele é um servo de Deus, que deve ser imitado, cujas virtudes devem ser perseguidas por todos os cristãos de hoje.
    Bibliografia: Comentário Bíblico do Professor, Lawrence Richards, Editora Vida; Gênesis: introdução e comentário, Derek Kidner, Edições Vida Nova; Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, Edições Vida Nova; O Antigo Testamento em Tabelas e Gráficos, John H. Walton, Editora Vida; Quem é quem na Bíblia Sagrada, Paul Gardner, Editora Vida.
    Questões para reflexão:
    1. Em sua opinião, por que é tão difícil demonstrar fidelidade em situações de extrema dificuldade? 
    2. De todas as virtudes de José, qual faria mais diferença em sua vida, hoje? 
    3. Você concorda que Deus faz o bem, por meio de tragédias e sofrimentos? Você já comprovou isso alguma vez em sua experiência pessoal? 
    4. Quais compromissos práticos você acredita que precisa firmar com Deus, diante das lições e das aplicações extraídas desse estudo da vida de José?

  • esbolço

    LISTA DO NUNCA MAIS
    Devemos ter muito cuidado com o que 'profetizamos' sobre nós mesmos, pois "do fruto da boca, o coração se farta; A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto" (Pv 18:20,21). "O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda a sua alma das angústias" (Pv 21:23). Assim, pois: 
    1- Nunca mais direi eu não posso, pois 
    " Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4:13). 
    2- Nunca mais direi que não tenho, pois 
    " o meu Deus, há de prover magnificamente a todas as minhas necessidades, segundo a Sua glória, em Cristo Jesus". ( Fl 4:19). 
    3- Nunca mais direi que tenho medo, pois 
    " Deus não deu espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria" (II Tm 1-7). 
    4- Nunca mais direi que tenho dúvida ou falta de fé, pois 
    " eu tenho o grau de fé que Deus distribuiu" (Rm 12:3). 
    5- Nunca mais direi que sou fraco e desprotegido, porque
    " o Senhor é o protetor de minha vida" (Sl 26:1) e "aquele que conhece a seu Deus, manter-se-á firme e resistirá" (Dn 11:32). 
    6- Nunca mais direi que satanás tem supremacia em minha vida, porque 
    " o que está em mim é maior do que aquele que está no mundo" (I Jo 4:4). 
    7- Nunca mais direi que estou derrotado, pois 
    " Deus nos concede sempre triunfar em Cristo" (II Co 2:14). 
    8- Nunca mais direi que não tenho sabedoria, pois
    " Jesus Cristo, da parte de Deus, se tornou para mim sabedoria, justiça, santificação e redenção" (I Co 1:30). 
    9- Nunca mais direi que estou doente, pois 
    " fui curado graças às suas chagas" (Is 53:5), e "Jesus tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nosso males" (Mt 8:17). 
    10- Nunca mais direi que estou preocupado pois
    " confio a Ele todas as minhas preocupações, porque Ele cuida de mim" (I Pd 5:7). Em Cristo estou livre de cuidados. 
    11- Nunca mais direi que estou preso, pois 
    " onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (II Co 3:17). Meu corpo é templo do Espírito Santo. 
    12- Nunca mais direi que estou condenado, pois 
    " já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo"(Rm 8:1). 
    FAÇA A SUA LISTA PESSOAL DO NUNCA MAIS
    E EMPENHE-SE EM DEUS PARA VENCER!

    esbolço

    Tema da mensagem: Fidelidade até a morte
    Texto básico: Apoc.2.10
    Introdução: O que é ser fiel? É manter o compromisso, fazendo o que se deve fazer e evitando o que se deve evitar.
    Tópico 1 - Até quando? "Até" é uma palavra chave do texto, que dá idéia de perseverança.
    Até onde você vai seguir a Cristo? 
    Mencionar a trajetória dos discípulos com Jesus. Mat.20.22 Mat.26.33-35
    Enquanto Jesus transforma água em vinho, multiplica pão e faz diversos milagres, 
    todos querem segui-lo. 
    No meio desse caminho existe uma cruz. Nesse momento, os discípulos fogem. 
    Tópico 2 - Causas de desvio:
    a) Tentação da própria carne. (Tentação humana) (I Cor.10.13) (Tg.1.14)
    b) Tentação do Diabo, quando ele se apresenta como se fosse um "amigo". Gn.3 Mt.4
    c) Perseguição, quando o Diabo se apresenta como realmente é: inimigo. Mt.13.21
    d) Risco ou ameaça de morte. 
    Vimos nesses itens, que a vida cristã apresenta DESAFIOS CRESCENTES, como também se observa em Mateus 7.24-27 (chuva, rios, ventos). 
    Tópico 3 - O desvio para uma vida de infidelidade demonstra FALTA DE ALICERCE (Mt.7). 
    Que alicerce seria esse? Experiências com Deus e conhecimento da Palavra de Deus. 
    Conclusão: Recompensa para os fiéis: a coroa da vida (Ap.2.10).

    esbolço

    Tema da mensagem: A arca da aliança
    Texto básico: Êxodo 25.10
    Introdução: Os templos pagãos tinham imagens de ídolos. O tabernáculo de Israel tinha arca como símbolo da presença de Deus e do compromisso entre Deus e Israel. 
    Tópico 1 - Episódios envolvendo a arca: 
    Bezaleel fez (Êx.37.1) 
    Eli perdeu (I Sm.4.11)
    Davi recuperou (I Cron.15.25-29 16.1).
    Tópico 2 - Hoje, o tabernáculo de Deus é o próprio homem. (I Cor.3.16). Todo homem precisa da arca, a presença de Deus em sua vida. De que serve um tabernáculo vazio? Talvez será invadido por outros "moradores"
    Tópico 3 - O que havia dentro da arca? (Hb.9.4) O maná, a lei gravada em pedras, a vara florescida de Aarão. 
    O maná representa Jesus (João 6.31-35). A lei corresponde à palavra de Deus, a Bíblia. A vara de Aarão, um galho seco que floresceu, é uma demonstração do poder do Espírito Santo. Para se ter a presença de Deus DENTRO do homem, é preciso aceitar a Jesus. Para que essa presença possa ser plenamente atuante, é necessário o conhecimento da palavra de Deus e a unção do Espírito Santo. 
    Conclusão: Um dia a arca foi perdida, mas alguém a recuperou. Através de Adão, toda a humanidade perdeu sua comunhão com Deus. Muitos cristãos perderam tantas bênçãos de Deus com o passar do tempo. Tantas manifestações de Deus deixaram de acontecer! 
    Quando Davi recuperou a arca, houve uma grande festa. Transforme sua vida em uma festa espiritual.
    (Fazer apelo para que se recupere a "arca")

    esbolço



    Tema da mensagem: A Experiência de Jacó - 
    Texto básico: Gn.31:17-18 - Gn. 32:22-30
    Introdução: O que você tem buscado na vida ? dinheiro, bens ? O que você está buscando na igreja? 
    Tópico 1 - A situação de Jacó - Jacó estava em uma situação que muitos hoje considerariam ideal :
    - Era descendente de Abraão
    - Era servo de Deus
    - Possuía muitos bens (ovelhas, camelos, jumentos, etc. Gn.30:43)
    - Tinha família.
    - Tinha servos.
    Eram bençãos de Deus. Jacó era um homem abençoado.
    Tópico 2 - A necessidade de Jacó - Jacó precisava de mais alguma coisa ? De uma experiência maior com Deus e por isso ele lutou.
    Apc.3:18 - muitos pensam que já têm tudo.
    De que adianta temos tudo o que os olhos veem e o coração deseja e não termos comunhão com Deus ?
    Tópico 3 - A experiência de Jacó: conheceu a Deus intimamente, de tal modo, que seu caráter foi transformado.
    Conclusão: Nossa maior necessidade não são bênçãos materiais - é transformação de caráter. 
    Este é o objetivo do evangelho para nós. Não é nos transformar em pessoas ricas, mas 
    em pessoas semelhantes a Jesus Cristo. (Rm.8.29). 
    Jacó iria encontrar Esaú. Nós encontraremos desafios diversos.
    Iremos sozinhos ? desarmados ?
    v.22 - "levantou-se naquela mesma noite." Seu posicionamento foi imediato.
    A vitória de Jacó - o impossível - o perdão do irmão - uma nova vida - um novo nome : Israel. 
    (Apelo para busca de uma nova experiência com Deus.)

    esbolço

    A LEI DA SEMEADURA (Gl 6.7b).


    ** Mulher que foi ao céu ... pensou que iria levar um pacote bem grande – mas recebeu uma caixinha pequena. O anjo lhe disse que no céu só entregavam sementes....

    I. SOMENTE VAMOS SEMEAR, SE TIVERMOS UMA VISÃO (UM SONHO) DE NOSSA COLHEITA.
    1. Só semeia quem tem sonho, quem tem visão.
    2. Existem três tipos de pessoas: os que fazem as coisas acontecerem, os que ficam olhando as coisas acontecerem, e os que nem sabem o que está acontecendo.
    3. Visão é uma fotografia de seu futuro preferível. É uma imagem do que você deseja fazer, uma estaca plantada no seu futuro. [Obstáculos].
    4. Sêneca: Qdo. o cap. ñ sabe p/ q. porto se dirige, todos os ventos lhe são contrários.
    5. Quando semeamos sonhamos com a colheita. O poder do sonho (da visão). Enxergamos pela fé o futuro; percebemos o que Deus está fazendo no Seu Reino; identificamos como nos encaixamos nos projetos de Deus.
    6. Quatro verdades sobre a visão.
    · O que você vê é o que você será.
    (eu preciso mudar...)
    · O que você vê é o que você pode realizar.
    (não tiro para todo o lado)
    · Sua visão capacitará você realizar o que parecia impossível.
    · Sua visão vai inspirar outras pessoas.

    II. VAMOS COLHER AQUILO QUE PLANTARMOS
    1. Quem plantar joio, ervas daninhas e espinhos não pode esperar nada diferente além de intrigas, desunião e decepções.
    2. Quem plantar amor, fé, esperança e verdade colherá frutos próprios para uma vida de vitória.
    3. É imprescindível plantar – Na vida, ninguém deixa de plantar algo.
    4. Para quem não se conscientizar de que é preciso plantar para depois colher irá ter muitas frustrações. Como colher sem plantar?
    * certo irmão foi trabalhar em uma empresa...

    III. VAMOS COLHER NO TEMPO CERTO, SE PLANTARMOS TAMBÉM NO TEMPO CERTO.
    1. Há tempo para tudo debaixo do céu...
    2. A semeadura é um dos processos naturais criado por Deus para geração de vida. Não tem efeito instantâneo. É um processo e como tal exige tempo.
    3. Semear exige disposição, perseverança, paciência (não existe colheita instantânea ao plantio).
    4. O perigo da cultura microondas – café solúvel – computador.
    5. No processo de semear bem para colher bem não podemos desperdiçar tempo. Bem vale lembrar o sábio poema de frei Antônio das Chagas (1831-1882):

    Deus pede estrita conta do meu tempo
    E eu vou do meu tempo dar-lhe conta,
    Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
    Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?
    Para ter minha conta feita a tempo,
    O tempo me foi dado e não fiz conta
    Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
    Hoje quero acertar conta e não há tempo.

    Ó vós que tendes tempo sem ter conta,
    Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
    Cuidai, enquanto é tempo, de vossa conta,
    Pois aqueles que sem conta gastam o tempo,
    Quando o tempo chegar de prestar contas,
    Chorarão, como eu, o não ter tempo.
    IV. VAMOS COLHER ONDE PLANTARMOS1. No ano novo continuaremos a viver em geografias específicas.
    2. Temos espaços vitais. Nossa vida vai se estruturando nesses ambientes. É nesses lugares que temos que plantar:
    a) Na família b) No trabalho c) Na Igreja d) Na escola
    3. Os grandes traumas têm raízes na família;
    * irmã que parou de pregar para o marido
    * o filho que começou honrar mais o pai
    4. As maiores decepções com a fé se dão no ambiente religioso.
    * irmão que reclamava que ninguém gostava dele na igreja, mas q. , mas, percebeu que seque cumprimentava as pessoas.
    5. As grandes frustrações pessoais se configuram no local de trabalho.
    * outro irmão via o patrão como um bicho...
    6. É preciso plantar sementes novas exatamente onde vivemos mais intensamente, pois colhemos, primeiramente onde plantamos primeiro.

    V. VAMOS COLHER MAIS DO QUE PLANTARMOS
    1. Quem semeia um sonho e o cultiva – colhe realizações
    2. Quem semeia a palavra – colhe fé
    3. Quem semeia fé – colhe milagres
    4. Quem semeia sorriso – colhe alegria
    5. Quem semeia amor – colhe uma multidão de amigos.
    6. Quem semeia bondade – colhe solidariedade.
    7. Quem semeia perdão – colhe paz.
    8. Quem semeia generosidade – colhe prosperidade

    Mas, a melhor semente somos nós mesmos - Jo 12. 23-26: “É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.

    A Semente
    Como eu queria ser uma semente
    lançada à terra fértil, bem cuidada,
    para mostrar o quanto, ao ser amada,
    tamanha pequenez se faz potente.

    Brotar... crescer... fundir-se em alegria
    ao produzir a mágica das flores,
    que traz beleza, aroma e tantas cores;
    que traz a paz aos olhos e alivia.

    Brotar... crescer... tornar-se mui contente
    ao contornar de frutos sua estada
    por esta Terra fria e apavorada,
    gerando vida para todo o sempre.
    (Luiz Antonio Cardoso)


    Fonte de Inspiração: Editorial do Boletim da 1ª I B. de João Pessoa.

    A CRUZ DE CRISTO (Lc 9. 23-26)


    1) O que era a cruz: Instrumento antigo de execução. Originária da Pérsia e depois legada aos gregos e aos romanos. “A mais cruel das mortes.” (Josefo).
    2) Tipos de Cruz: Nos dias de Jesus havia três tipos de cruz: a X (de Stº André); a T (Comissa); a + (immissa).
    3) No Brasil, Frei Henrique de Coimbra e sete confrades mendicantes, na companhia de um outro grupo de clérigos seculares fincou a 1ª cruz em solos brasileiros.
    4) Por que a Cruz é tão especial que Paulo recusou gloriar-se em qualquer outra coisa (Gál. 6:14)?

    I. NÃO É:
    (1) Sofrer por causa de uma enfermidade.
    (2) Agüentar esposo(a) pelo resto da vida
    (3) agüentar as conseq. de uma profissão
    (4) permanecer solteiro ou ficar viúvo
    (5) uma catástrofe natural
    (6) Perder o namorado 
    (7) um acidente;
    (8) desempego; 
    (9) assalto
    (10) morte; 
    (11) filho viciado;
    (12) crise financ. 
    (13) parente alcoólotra
    (14) infid. Conjugal

    II. É UMA ESCOLHA
    1. O paradoxo da metáfora: criminoso; escravo; fora dos padrões de ascenção social;
    2. Não um determininismo divino. Deus não é um tirano e nossas provações não são algo insuportável
    3. “Se alguém quiser...”
    4. Jesus nunca quis que espiritualizássemos a cruz: como algo interior e místico.
    5. Lc 14.33:
    6. Perto da crucificação, Jesus dá uma lição de sua Filosofia da “Bacia e da Toalha”.

    III. SEGUIR JESUS CUSTA CARO
    1. Lc 14.25-33 – parentela a própria vida; construção e rei em guerra.
    2. Muitos rejeitaram e continuam rejeitando a cruz de Cristo: Lc 9.57-62
    III.1 QUAL SENTIDO QUE A CRUZ DE CRISTO REVELA NESSAS PASSAGENS?
    1. Assumir a cruz de Cristo é algo muito dispendioso.
    2. Jesus quer que racionalizemos as conseqüências da atitude de segui-Lo.
    3. Significa pegar a bacia e a toalha – rejeição.
    4. Não é um ato único e isolado e nem só de um aspecto.
    5.Deus estará sempre dando novas oportunidades de tomarmos novas cruzes.
    6. Quem está debaixo de uma cruz não está indo para uma festa divertida: mas sim,... Portanto, seguir a Jesus implica em estar disposto a morrer por amor ao seu Senhor.
    7. A farsa do Ev. da prosperidade...
    8. Não só mudar nossos hábitos pessoais, mas sim, permitir que Deus implante em nós a mente de Cristo.
    9. Choques com os valores do mundo – e não se deixar levar por eles, pois são efêmeros –
    10. Por isso o mundo ridiculariza a cruz de Cristo:
    * No final de 1990, Só em nossos dias um artista homossexual, Mapplethorpe, recebe a honra de ter uma exposição de fotografias mostrada em todo o país, e que blasfema a cruz de Cristo. Ele fotografou a cruz saindo de um vaso de urina! Muita coisa do resto desta exposição itinerante era tão obscena e maligna que não dá para se repetir.
    11) 1 Jo 2.15-17: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.
    10. Não posso levar a cruz e ter saudades do mundo.
    11. O padrão de sucesso do mundo vai contra o q. J ensinou sobre sua morte –
    a) Mc 8.31: E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto...”
    b) Mc 8.31-38:

    12. Os sofrimentos advindos da Cruz de Cristo só acontecem, com a permissão do servo de Cristo: “Se alguém quer ....”.
    13. Negar-se: (1) recusar a fazer do nosso prazer o alvo da vida; (2) recusar a fazer da nossa vontade a lei da vida. (3) Sujeitar-se à disciplina de Cristo
    5. Jesus não força ninguém a levar a cruz. Levar a cruz é o ato de amor nosso para com Jesus. * " Quem não sacrifica nada não ama. Quem sacrifica pouco ama pouco. Quem sacrifica tudo ama totalmente." (Pe. Monier Vinard).
    14. Você e eu temos nos colocado voluntariamente debaixo da cruz de Cristo?
    15. Por isso, dizemos que a cruz não é ..... (ponto I), mas pode ser se... exemplos...”).

    IV. O ASPECTO MISSIONÁRIO DA NOSSA CRUZ
    1. levar a cruz significa enfrentar todos os nossos sofrimentos e lutas advindas de nossa idenficação com Cristo (Luc. 9:23). A cruz não é uma tragédia, mas algo que temos que carregar para que não nos voltemos para o orgulho. Assim, imitamos o nosso mestre, que carregou a sua cruz e sempre fugiu da plataforma dos holofotes.
    2. Implicação: Quando carregamos a nossa cruz, nos tornamos instrumentos da glória do Pai e não de nós mesmos. Daí, pela graça dele, as pessoas não verão a nós simplesmente, e sim, verão Cristo em nós. Só que o negar-se a si mesmo exige uma determinação, uma renúncia muito trabalhosa. E o primeiro caminho árduo para um servo de Cristo é o da negação. Por isso que a cruz tem a ver com a identificação com Cristo Jesus. Na identificação com a cruz de Cristo, nós damos espaço para a negação diária. Daí, através da nossa vivência diária de negação, influenciamos outras pessoas que estão ao nosso redor, levando-as para o caminhos da cruz.
    CONVITES:1. Se você abandonou a cruz de Cristo...

    2. Se você pensa que não irá conseguir levar mais...

    3. Você que tem levado a sua cruz com fidelidade...

    4. Você que ainda não abraçou a sua cruz.

    Fonte de Inspiração: Meditação Pessoal e Material de Discipulado do Pr. Paulo Solonca.